segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mais um juri popular.

Caros leitores.

Mais uma vez venho comunicar que outro membro da quadrilha deve ir a júri popular. Eu esperava que a imprensa fosse divulgar qualquer coisa, mas até onde sei, nada foi informado.

É importante lembrar que trata-se de outro júri popular. Não é o júri popular do caso Paulinho.  Eu entendo que a quadrilha é grande, e estamos falando de um extermínio sem precedentes na história do Brasil, de pacientes para fins de tráfico de órgãos. 

Agora começa a já conhecida ladainha da justiça. Os advogados entram com recursos, apresentam argumentos, discutem o desnecessário e o processo vai andando a passos de tartaruga. Se tudo der certo, o acusado consegue se aposentar antes de ser julgado.

O próximo passo é discutir a cor do carpete da sala de julgamento, se as cadeiras estão devidamente enfileiradas, e também é o momento da quadrilha dos Conselheiros de medicina entrarem em campo distribuindo panfletos em seus consultórios. Isto, sem contar com as ameaças as testemunhas, que parece não incomodar o Ministério Público. 

O assassino é Jose Luis Gomes da Silva e a vítima Adeleus Lucio Rozin.

O restante desta história dispensa comentários.

O Brasil precisa de 14 anos para chegar a uma conclusão óbvia, e tudo corre o risco de ser enterrado já que a máfia comanda tudo, inclusive onde será julgado o assassino, e quem serão os jurados.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Traficantes de órgãos exploram doadores e pacientes desesperados - diz NYT

Há alguns dias, a Folha de S.Paulo publicou uma reportagem sobre tráfico de órgãos. A reportagem foi originalmente escrita por Kevin Sack, e publicada no jornal “The New York Times”. O título desta matéria é “Traficantes de órgãos exploram doadores e pacientes desesperados” e pode ser lida na integra clicando aqui.

No texto não há nenhuma novidade. Este meu humilde blog vem dizendo isto há muitos anos. O transplante de órgãos tornou-se um mercado sujo e desonesto, onde médicos estão lucrando com a vida alheia, literalmente. 

Mas o que chamou a atenção foi a postura dos médicos sérios nos Estados Unidos. Quem acompanha o caso Pavesi, sabe que os Conselhos de Medicina no Brasil, estão gastando milhares de reais e pressionando diversas autoridades para que o caso seja abafado e todos os médicos absolvidos, ainda que tenham dizimado dezenas de pacientes e comercializado partes humanas contrariando as leis vigentes no país. Os Conselhos estão ignorando a lei, os princípios éticos e morais e atacando a justiça sem qualquer constrangimento.

Isto demonstra o lixo em que tornou-se o país da bandidagem. Leia a integra da nota publicada por Bruce Skyer, Chefe executivo da Fundação Nacional dos Rins, nos Estados Unidos.
A reportagem expôs a natureza insidiosa do tráfico de órgãos internacionais. É lamentável que a escassez de órgãos e à atração de lucros permitiram intermediários inescrupulosos a tirar proveito dos pacientes carentes e doadores desesperados. Também é desanimador ler que, pelo menos, dois americanos utilizaram serviços de tráfico de órgãos na Costa Rica. Isto ressalta um problema muito real: a de que, mesmo nos Estados Unidos, não podemos fornecer rins para as mais de 100 mil pessoas na lista de espera. O tráfico de órgãos é, em muitos aspectos, um resultado da nossa própria ignorância de doença renal e uma incapacidade de lidar com a crescente epidemia de doença renal crônica. A maioria dos novos casos de insuficiência renal são um resultado da pressão arterial alta ou diabetes; pacientes com mais de 60 anos e uma história familiar de insuficiência renal também aumenta o risco de uma pessoa ter a doença renal. Se devidamente selecionados e diagnosticados, a doença em seus estágios iniciais, poderíamos atrasar e impedir que muitas pessoas precisassem de um transplante. A National Kidney Foundation também acredita que pode aumentar as taxas de doação de rim, expandindo as trocas doadores pareados; garantir a segurança de emprego para aqueles que estão dispostos a doar; cobrindo todas as despesas relacionadas com a doação; e assegurar a disponibilidade de saúde, deficiência e seguro de vida para todos os dadores vivos. O primeiro passo para a luta contra traficantes de órgãos que trabalham nas sombras é brilhar uma luz sobre o problema subjacente: a doença renal e da responsabilidade de cada um de nós tem de conhecer os fatores de risco e manter os rins saudáveis.
BRUCE SKYER
Chief Executive
National Kidney Foundation

Como podemos ver, a preocupação desta fundação não é proteger este ou aquele medico, este ou aquele traficante, e muito menos negar a existência do problema. A postura é de apresentar alternativas e propostas para resolver o problema. Entre elas, a necessidade de uma medicina mais pro ativa, que possa detectar a doença precocemente, evitando o transplante de órgãos. Isto não está sendo feito no Brasil. Ao contrário! Pacientes estão sendo empurrados para o transplante, pois atualmente é o procedimento mais bem remunerado para médicos. 

De outro lado, a fundação faz as mesmas sugestões que faço há muitos anos. Garantir ao doador vivo, condições especiais de tratamento, emprego e também um seguro de vida para uma eventual falha no procedimento. Nada disso é citado como preocupação pelos Conselhos de Medicina brasileiros. Não há hoje no congresso nacional, nenhuma discussão sobre este assunto. O doador é visto como um produto descartável. Pouco importa a saúde deste doador. O que importa é aumentar a doação de órgãos para que os lucros também aumentem.

Este contraste de opiniões entre médicos estrangeiros e brasileiros, demonstra uma realidade cruel. Os Conselhos de Medicina brasileiros são podres, e estão acima das leis. Uma área tão sensível do pais deveria ser controlada pelo governo e não deixada nas mãos de marginais e bandidos mafiosos. 

Os Conselhos de Medicina brasileiros deveriam ser estatizados.

No Brasil existem médicos sérios sim. Mas eles são obrigados a seguirem as imposições destes conselhos, e muitas vezes são obrigados a ficar em silencio. Quem se manifesta corre o risco de perder o registro. Uma ditadura velada.

Os Conselhos de Medicina brasileiro possuem almas e espíritos nazistas.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A mafia navegando a todo vapor

Em primeiro lugar, uma boa notícia. Acabo de trocar meu notebook por um mais moderno e que me permitiu instalar um teclado em português, para a utilização de acentos. Não que isto não fosse possível no meu notebook antigo, mas era trabalhoso demais teclar imaginando onde seriam as posições das teclas. Enfim, uma melhoria. Isto vai ajudar muito no 2º livro que estou escrevendo.

Vamos ao que interessa!

A bandidagem não tem mesmo limites. O Brasil perdeu completamente o bom senso e adotou a inversão de valores como base para a justiça. Este texto vai mostrar o que acontece nos bastidores de um processo tumultuado e cheio de vigarices e malandragens.

Como relatei em um dos meus últimos posts, o candidato a Deputado Federal Carlos Mosconi e seu fiel escudeiro Adailton Ramos do Nascimento, entraram com representações contra o Juiz Narciso de Castro da 1ª Vara Criminal de Poҫos de Caldas, por se sentirem ofendidos ao verem seus nomes nos devidos lugares.

As representações foram arquivadas! Não havia qualquer sentido na reclamação dos meliantes, como eu já imaginava. Representaram para não dizer que não se “defenderam”.

Mas a história ainda vai longe. Eles estão tentando ganhar tempo, fazendo com que o processo se alongue o maior tempo possível. E sob este ponto de vista, eles são vitoriosos. São mais recursos, mais discussões inúteis que nada tem a ver com o mérito da questão. Há que se lembrar também que setembro é o mês em que os traficantes fazem a propaganda para doação de órgãos. Não seria bom notícias sobre tráfico de órgãos neste momento. 

Vejamos as últimas peripécias da quadrilha.

Mosconi todo mundo já conhece. Ele é o líder da quadrilha. O braço político que comanda tudo e que tem transito livre no TJMG. Amigo de desembargadores e por ai vai. Adailton Ramos do Nascimento foi o procurador que denunciou os médicos a justiça, protegendo os sócios de Mosconi, e depois tornou-se testemunha de defesa destes que protegeu. Eles entraram com representação contra o juiz por terem seus nominhos estampados nas sentenças, e tais representações já estão devidamente arquivadas. No entanto, o órgão que as arquivou, deixou claro que as sentenças podem ser modificadas. Tudo é uma questão de negociar não é mesmo? Para bom entendedor, acho que a dica foi clara.

Mosconi Insatisfeito

A assessoria de comunicação de Carlos Mosconi também entrou com representação contra o juiz Narciso de Castro pelo fato de ele ter contestado as notas falsas publicadas pelos Conselhos de Medicina. Em outras palavras, a assessoria de Mosconi considera legitimo um Conselho de Medicina contestar uma decisão judicial, mas não acha legitimo, um juiz contestar uma nota falsa de um Conselho pra lá de corporativista. Reparem o ciclo: Mosconi defende os conselhos, que defendem os acusados, que defendem Mosconi, que defende os conselhos...

A próxima é muito legal! Aliás imperdível!

Os condenados Celso Roberto Frasson Scafi e Claudio Rogerio Carneiro Fernandes apresentaram noticia crime em relação ao desaparecimento das chapas de arteriografia, que nunca existiram. Seria o mesmo que eu entrar com noticia crime para apurar o roubo do meu transatlantico com capacidade para 300 mil pessoas. Para a infelicidade destes senhores, em 2007, antes de deixar o pais, contratei um escritório de advocacia para que fizessem cópia do processo na integra, incluindo exames e chapas, e já nesta copia não existia as tais chapas “desaparecidas”. Nem mesmo eu percebi que se tratava de um engodo, descoberto pelo juiz Narciso de Castro. As chapas inseridas no processo foram feitas no Pedro Sanches e não na Santa Casa como alegaram os condenados. As chapas da Santa Casa nunca existiram.

A lógica é bastante simples e primaria. As chapas que alegam ter desaparecido, nunca existiram, assim como não existia o laudo das mesmas, confeccionados durante as investigações para tapar os buracos do crime. Assim como também nunca existiu o laudo da tomografia, realizado 2 anos após a morte também para tapar buracos. Da mesma forma que até hoje não se sabe onde está a tomografia que comprova que o estado de saúde de Paulinho estava longe de ser grave. Agora basta dizer que eles foram roubados, tadinhos, por alguém maldoso e sem escrúpulos. Na lei do crime, escrúpulos tem quem mata criança e forja documentos. 

Em 2010 Mosconi acreditava que tudo seria arquivado, como de fato a promotoria tentou arquivar. Se em 2007 já não existiam tais chapas, por que só agora resolveram fazer a notícia crime? Por que não a fizeram antes? Porque estava tudo acertado para que tudo fosse arquivado. Sendo assim, eles estavam tranquilos, pois haviam enganado a justiça. As chapas nunca existiram da mesma forma que nunca existiram os laudos, que foram confeccionados a toque de caixa durante as investigacoes.

Para a alegria dos condenados, eu sei onde estão tais chapas e vou mostrar o local onde elas ficaram escondidas por todos estes anos, ao final deste texto.

Estranho que não tenham apresentado noticia crime para o desaparecimento da arma que matou Carlos Marcondes, e muito menos pela carta de Mosconi, que solicitava um rim a Álvaro Ianhez. Neste último caso, vale lembrar algo bastante interessante. O delegado Celio Jacinto dos Santos confirmou na CPI a apreensão desta carta. Porém, não explicou porque a mesma não fazia parte do rol de itens apreendidos na busca e apreensão. Jacinto também não revelou que Mosconi participou como “fiscal” da referida busca, pessoalmente, entrando em todos os lugares junto com a polícia federal.  Será que os valentões também vão apresentar noticia crime para estes fatos?

Acho que pela primeira vez na história do Brasil, alguém da queixa do desaparecimento de algo que não existe. 

Mas não termina aqui.

Os mesmos condenados entraram com representação contra o juiz Narciso de Castro pelo fato de ele ter mandado publicar a sentença em jornal. A máfia tem feito um grande investimento para usar a imprensa, propagando a falsa inocência dos acusados, mas o juiz não pode! Ora, isto é uma afronta a máfia Dr. Narciso! Afinal, quem o sr. pensa que é? Juiz de direito?

A mafia gastou quase 30 mil reais em publicidade na véspera do julgamento que causou o seu adiamento. O dinheiro mais uma vez mandando na justiça.

E para finalizar, vejam sό quem aderiu a quadrilha. O delegado de polícia de Poços de Caldas Gustavo Manzoli, natural da cidade de Andradas (terra de Mosconi), fez uma notificação contra o Juiz. 

Percebe-se nitidamente uma ação em conjunto, pois todas os ataques foram realizados praticamente no mesmo dia ou com um dia de diferença. Tudo meticulosamente orquestrado pela máfia que mais uma vez demonstra estar com seus tentáculos em todos os poderes.

Enquanto isto, o Ministério Público, diante da reclamação da família de uma das vítimas abordada e intimidada por pessoas ligadas a máfia, continua de braços cruzados assistindo tudo de camarote. 

Agora o local onde podem ser encontradas as chapas:


Esta na sala das maquinas, armario 32, gaveta 10, do meu navio transatlantico que nao existe. 




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Mundo Estranho

A Revista Mundo Estranho em sua ediçao de No. 156, agosto de 2014, publicou uma reportagem sobre "LENDAS URBANAS" que aconteceram, o que portanto deixa de ser lenda urbana. 




Agradecimento especial a Sra. Milena P. que prontamente atendeu ao meu apelo pelo Facebook e disponibilizou copia da reportagem por e-mail. Agradeço tambem ao meu amigo Braguinha que foi a pessoa que me informou sobre a reportagem. Ha alguns anos eu nao tinha qualquer apoio e hoje me sinto melhor quando vejo pessoas se mobilizando para ajudar nesta luta. Muitas pessoas se mobilizaram para conseguir a revista e isto me deixou bastante feliz. Agradeço a todos igualmente!




quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Entrevista com Nancy Scheper-Hughe na Folha de S.Paulo

Nancy Scheper-Hughe - Professora de antropologia
da Universidade de Berkeley - California
A professora de antropologia da Universidade de Berkeley e diretora da organizaçao Organs Watch deu entrevista a Folha de S.Paulo em que cita o caso Pavesi. 

FOLHA - O tráfico de órgãos motiva muitos boatos de difícil comprovação. Por exemplo, de moradores de ruas ou pessoas em situação vulnerável que são sequestrados, tem seus órgãos retirados e depois são enterrados como indigentes. A senhora entrou em contato com algum caso como este? Se eles existem, acredita que sejam maioria no esquema de tráfico de órgãos?

Nancy SH - Muitos dos rumores são falsos, mas alguns estão baseados em fatos reais. Por exemplo, pude comprovar por meio de entrevistas e com a ajuda de um especialista em transplantes que o caso Pavesi [ocorrido em Poços de Caldas, MG, em 2000; os médicos envolvidos respondem na Justiça] realmente aconteceu. Este foi apenas um entre muitos casos de retirada de órgãos de pacientes antes de sua morte cerebral. Também há sólidas evidências de casos – na Argentina, no Brasil, na Turquia e nos Estados Unidos – de pessoas que fizeram cirurgias de rotina ou ginecológicas e tiveram um de seus rins retirado.

Para ler a entrevista na integra, clique aqui.

Sera que vao ameaça-la tambem?