quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Orgulho de ser ex-brasileiro

Caros, uma notícia de hoje me chamou a atenção. Diz o título que cientistas brasileiros estão estudando um meteorito (ou parte dele) encontrado em algum lugar do país, para saber qual a origem.

Eu só posso rir com está matéria. Cientista? No Brasil? Deve ser piada. A única coisa que prospera nesta merda de país é a corrupção. Cientista trabalham com pesquisas, e pesquisas envolvem dinheiro. Sem dinheiro + sem pesquisas = sem cientistas.

Qual a grande descoberta nos últimos 50 anos que cientistas brasileiros fizeram e que mudaram o mundo? Só uma! Me contem só uma!! 

Que país mais ordinário. Como gostam de enganar a sí mesmos. O brasileiro tem de sobra força de vontade e nada mais do que isso. E força de vontade no mundo atual não é muita coisa. 

Por que você acha que o Brasil nunca teve um prêmio Nobel na área de exatas - e nem nunca terá? Porque nada do que o Brasil fez trouxe mudanças para o mundo. O país é uma grande extensão de terras, acumulando corrupção e atraso em todos os seus espaços. Os mais ricos são políticos, banqueiros, médicos e empresários do ramo da construção. Não há qualquer empresa brasileira com destaque devido aos seus inovadores produtos. Não há uma única invenção brasileira que tenha mudado o mundo. 

O brasileiro vive de aparência. O maior orgulho é o futebol. Como se isto trouxesse algo de bom para a humanidade. E nem o futebol ultimamente tem sido um orgulho (só para lembrar Alemanha 7 x 1 Brasil). O país é um fracasso consumado. E ainda tem gente que diz ter orgulho de ser brasileiro!! Orgulho do que??

De uma justiça que leva 20 anos para julgar um processo. De uma empresa como a Petrobras que tem um rombo de 52 bilhões e ninguém vai pagar por isso? Onde está o orgulho? De pagar os impostos mais altos do planeta e não ter o mínimo benefício em troca? Orgulho de ter um país com a maior reserva de água doce e que faz racionamento de consumo? Orgulho de entrar em hospital público e esperar atendimento deitado no chão? Orgulho de ser um país que nunca está em guerra? (60 mil mortos todos os anos). Que orgulho é este? 

Ahhh... mas temos muitos brasileiros importantes no exterior, que são reconhecidos! É verdade. Todos fizeram suas carreiras estudando fora do Brasil. Se tentassem ficar ai, seriam apenas mais um acreditando que sua formação acadêmica fez a diferença. Formação acadêmica no Brasil??? Piada.

Esqueçam o texto. Há coisas mais importantes para pensar! No próximo mês tem carnaval e o importantíssimo desfile das escolas de samba. Quem será o vencedor?

Ahhh!! Que orgulho!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Mais um caso de tráfico de órgãos.

Você tem filho pequeno? Então fique alerta. Crianças estão entre as vítimas de quadrilhas especializadas em roubo de órgãos. Não meu caros leitores! Não tem um carro preto de vidro fumê roubando crianças nas ruas. Os roubos de órgãos estão acontecendo dentro dos hospitais públicos, diante dos olhos dos familiares, sem qualquer preocupação. Aconteceu comigo, e também aconteceu com o Sr. Naeff Ribeiro, um professor de 58 residente na cidade de Manaus. Seu filho de 7 anos foi internado e acabou falecendo. Ao avaliar as informações do prontuário Ribeiro percebeu que algo estava errado. E ele estava certo. No lugar do rim, uma bolsa plastica coletora de urina. O hospital diz que o garoto já não tinha um rim, mas Ribeiro pode provar o contrário. 

Casos como estes estão acontecendo diariamente. A quadrilha aposta que os pais nunca terão interesse em ler os prontuários. E eles estão certos. Raríssimos são os pais que fazem isto. 

Assim como no caso de Taubaté e Poços de Caldas, o conselho de medicina do Amazonas não encontrou nenhuma ilicitude ou problema ético. A máfia está crescendo diante de tanta impunidade. Casos julgados, médicos condenados e ninguém preso! Este é o balanço final. Vale tudo para conseguir um rim para vender no mercado negro. 

A reportagem foi publicada no Jornal A Crítica de Manaus, e foi escrita por Luana Carvalho. Vale a pena ler e ficar alerta!


Um pai convicto de que os rins do filho foram retirados para alimentar uma rede de tráfico de órgãos. Este é o drama do professor Naeff Ribeiro, 58, que há dois anos tenta provar que o filho Bóris de Araújo Silva, que tinha 7 anos quando morreu, foi vítima de uma quadrilha que, segundo ele, atua nos Prontos Socorros Infantis do Estado do Amazonas.

Depois de dez dias internado no Hospital e Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste, onde deu entrada com vômitos e diarreia (ver box), a criança veio a óbito no dia 13 de fevereiro de 2013. Desconfiado das cirurgias que estavam descritas no prontuário, Ribeiro solicitou detalhes dos procedimentos médicos e até a exumação do corpo, que levantou a suspeita de que o filho dele fora enterrado sem os rins. “No prontuário constam procedimentos que não autorizamos fazer. Não sabíamos de todas aquelas cirurgias que eles alegam. Então notei que havia alguma coisa errada e descobri que meu filho caiu nas mãos da quadrilha que tira os órgãos”, denunciou. Ele contou que um exame radiológico de tórax foi feito dois dias antes da morte de Bóris mas não foi entregue à família. “Vi no prontuário que foram feitos raios-x e solicitei os exames que fizeram antes e depois das cirurgias. Não me entregaram nada. Esta seria a única coisa que provaria se meu filho estava ou não com os órgãos”.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que o “exame foi realizado no sistema convencional da época, utilizando película-revelador e fixador, com caraterísticas voláteis”. Segundo a secretaria, o “filme apagou”e por isso a imagem foi descartada. Depois de fazer a denúncia no 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o professor solicitou a exumação do corpo do filho. “Eles estão acostumados a fazer isso porque sabem que nenhum pai tem coragem de mandar desenterrar o filho pra fazerexumação”, relembra.

EXUMAÇÃO

O exame foi realizado três meses depois. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que “foi evidenciada a presença de material compatível com compressas” dentro do corpo de Bóris. Após a retirada desse material, foi encontrada uma bolsa coletora de urina,“suturada à aponeurose abdominal, compatível com técnica cirúrgica”, segundo detalha o IML.

Sobre a suspeita de que os rins foram retirados, o perito legista descreveu que “pelo estágio de decomposição avançado”, a identificação de tecidos (órgãos) ficou prejudicada. No entanto, Naeff afirma que acompanhou todo o processo de exumação e que a bolsa foi colocada para substituir o órgão. No laudo médico emitido pela Susam, o procedimento em que a bolsa foi suturada não foi descrito. “A bolsa coletora estava no lugar de um rim da criança. Como essa bolsa foi parar dentro dele se não autorizamos e nem sabíamos deste procedimento?”, questionou Naeff.


Ele denunciou o caso ao Ministério Público Estadual (MPE-AM), e o juiz Anésio Rocha, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, declinou a competência do caso a “uma das varas criminais comuns”, uma vez que o suposto crime não apresenta caracteristicas de homicídio doloso consumado, de acordo com a decisão. O processo criminal está “parado” no setor de “distribuição” da Justiça. Ribeiro também deu entrada em um processo cível de número 0635920-10.2014.8.04.000, que tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, onde ele processa o Estado e pede uma indenização de R$ 1 milhão por danos e perda.

‘SEM APOIO’

Incansável, o professor alega que nenhuma autoridade se dispôs a ajudá-lo na investigação. “Já pedi ajuda de tantas pessoas. Fui na delegacia, no Conselho Regional de Medicina, na Câmara Municipal de Manaus, na Assembleia Legislativa e nada. A única certeza que tenho é que não vou desistir, pois a alma não descansa enquanto não houver justiça”, lamentou.

De acordo com o pai da criança, Naeff Ribeiro, 58, tudo começou quando o garoto comeu uma pizza de calabresa e foi levado ao Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste, com vômitos e diarreia. Ele foi internado no dia 2 de fevereirode 2013, às 23h15. No dia seguinte, por volta das 16h, Bóris foi operado por um cirurgião que faz parte do Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (Icea), sucessor da antiga Cooperativa de Cirurgiões do Estado do Amazonas, que tem contrato com Estado há mais de dez anos. “O médico falou que ia fazer uma cirurgia de obstrução intestinal, mas minha esposa discordou, já que o menino estava com diarreia. Mas o médico explicou que haviam vários tipos de obstruções e autorizamos essa cirurgia. Nada com os rins”. 

Ainda segundo Naeff, a criança foi levada para a UTI depois da cirurgia. “O médico relatou que tinha dado tudo certo na cirurgia. Mas algumas horas depois o Bóris estava em estado lastimável, do abdômen para baixo que nem um balão cheio de água, inchado”. Dois dias depois, a criança foi submetida a uma nova cirurgia, onde uma equipe médica composta por outros dois cirurgiões e uma anestesista do Icea constataram mais uma “fístula” (abertura) intestinal.

No prontuário da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) consta que houve piora no quadro, sendo necessária uma nova cirurgia dia 5 e outra dia 11. No entanto, Naeff afirma que só foram realizadas duas cirurgias e que o pronturário foi fraudado para “esconder” a retirada ilegal dos órgãos da criança. Segundo ele, em um dos dias, a hora apontada no prontuário como o momento da cirurgia (10h50) era horário de visita e a família estava com a criança na UTI. “Depois que meu filho morreu que fui ligar os fatos. No prontuário eles descreveram cirurgias que nunca foram feitas, o que me levaram a crer que eles só querem abrir as crianças para ganhar dinheiro. Por isso pedi a exumação do corpo”. A reportagem tentou entrar em contato com os médicos citados no processo, mas o Icea informou que eles estão viajando e não podiam ser encontrados. A cooperativa informou que comunicaria os médicos, para que eles procurassem a reportagem, o que não aconteceu até o fechamento desta edição.

Laudo diz que criança não tinha um rim

No laudo médico emitido pelo Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste, a gerente técnica Eriane Leal de Oliveira informou que, quando Bóris deu entrada no hospital, foi constatado que ele tinha “excesso de cicatrizes intra abdominais causadas por cirurgia realizada há seis anos com retirada de um rim”. No entanto, o pai afirma que o hospital está mentindo.“Meu filho foi internado no mesmo hospital quando tinha 11 meses, com problemas intestinais. Nenhuma cirurgia renal foi feita”. Ele apresentou a alta médica da primeira vez que a criança esteve no hospital (em2006). A ficha diz que a
criança teve alta dia 22 de setembro de 2006, com evolução “sem intercorrências”.

No dia 25 do mesmo mês, Bóris passou por um exame de tomografia computadorizada do abdômen feita no Hospital Adventista de Manaus. “Levei meu filho a um hospital particular para ter certeza de que estava tudo bem. A prova de que hospital está mentindo é que tenho o laudo da tomografia feita três dias depois que ele teve alta. Depois que denunciei, eles usar a ma desculpa de que meu filho já não tinha um rim”. O resultado da tomografia feita pelo hospital particular apontava que a criança“ possui os rins tópicos”, sendo que o esquerdo apresentava aumento de volume.

‘Denúncia incoerente’ - Gerente técnica do Pronto Socorro da Criança nega retirada de órgãos

A gerente técnica do Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste, Eriane Leal de Oliveira, afirmou que a denúncia é “ incoerente”, uma vez que o paciente teve todo o tratamento necessário naquela unidade. “O senhor Naeff focou em cima de um erro de digitação de um laudo, onde escrevi que houve a ‘retirada de um rim’. Quando na verdade eu quis dizer que na primeira vez que a criança esteve internada, em 2006, foi retirado uma ‘parte’ de um rim devido um abscesso. Quando ele questionou, me desculpei e corrigi o erro”. A médica explicou que Bóris de Araújo deu entrada no hospital em estado grave.“Assim que foi atendido, o médico logo identificou que o caso era de urgência”. De acordo com Eriane, a primeira cirurgia foi feita para correção de uma fístula (abertura) intestinal, ocasionada pelas cicatrizes de uma operação feita há seis anos. “Quando os médicos abriram a criança, viram que o intestino estava perfurado. Nos dias seguintes o paciente apresentou piora, sendo necessário fazer outros procedimentos cirúrgicos. A equipe tentou até o último dia salvar a criança”, completou.

Em relação à bolsa coletora de urina que não foi descrita no prontuário, a médica explicou que faz parte do procedimento da colocação de “tela de marlex”. “Uma tela de marlex faz com que o aparelho
do abdômen não se junte, dá mais espaço pro intestino que está inchado. Essa tela pode ser auxiliada por uma superfície de plástico, isso pode ser feito conjuntamente. É o que chamamos de ‘técnica de bogotá. Mas o médico cirurgião não achou necessário descrever no prontuário”, ratificou.

Mas o médico que fez a cirurgia relatou em depoimento ao Conselho Regional de Medicina (CRM-AM), que a bolsa coletora de urina estéril foi usada em substituição da ‘tela de marlex’ e não “conjuntamente”. O CRM arquivou a sindicância e concluiu que “ao analisar o farto material contido nos autos, o médico denunciado agiu de forma correta quando realizou o procedimento cirúrgico e o CRM não encontrou nenhum indício de infração ao Código de Ética Médica”.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Quando a justiça não respeita a constituição.

O Brasil é o berço da impunidade no mundo. Não há um país onde a impunidade seja tão celebrada como no Brasil.

De acordo com o Código de Processo Penal, o tempo máximo para um julgamento deveria ser:

316 dias para casos em que o réu está solto.
296 dias para casos em que o réu está preso. 

Ora, o que é o Código de Processo Penal? Quem ele pensa que é para ditar as regras? 
O CPP é nada mais nada menos que a principal lei do país em relação aos processos penais. Só isso!

Para termos uma idéia mais clara sobre o assunto, vejam o quadro abaixo:


O quadro acima revela dados de algumas capitais. Em Belém um processo pode demorar 2.269 dias, muito além dos 316 dias citados pelo CPP. O campeão da demora é Minas Gerais com 3.403 dias para julgar um caso de homicídio. 

Mas este quadro mostra apenas a MÉDIA dos prazos. Casos como o do meu filho já ultrapassam 5.475 dias, sem nenhuma previsão para julgamento. São anos e anos de espera sem qualquer explicação plausível ou aceitável. O que está por trás da demora, é o poder político e econômico dos réus. Não é difícil entender o motivo pela qual o TJMG é o tribunal onde tem mais desembargadores envolvidos com venda de sentenças no país. Vale observar que o caso do meu filho ainda está em primeira instância. Há ainda a segunda instância, o Superior Tribunal de Justiça e finalmente o Supremo Tribunal Federal. No mínimo outros 10 anos de espera até que tudo seja concluído, com todos os réus soltos. Também vale lembrar que durante estes 15 anos, testemunhas foram assassinadas para que o processo continuasse no leito da impunidade, e estas mortes sequer foram investigadas.

Enquanto uma oferta não satisfaz certo grupo de juízes, promotores e desembargadores, o caso fica "suspenso", sem julgamento, e os acusados soltos gozando a vida adoidado.

O judiciário teme a imprensa. Casos como o de Elisa Samúdio,  são julgados em 2 anos graças aos noticiários. Isto nos leva a concluir que o TJMG trabalha para enganar a opinião pública. Se a imprensa noticía com frequência, não há espaço para negociações diante dos olhares do público. 

Casos como o do meu filho foram excluídos da mídia, justamente para abrir espaço para as propinas. Longe da mídia a população não faz idéia do que está acontecendo. 

O judiciário brasileiro transformou-se em um grande esquema de enriquecimento de magistrados e promotores. Tudo é negociável. Não há qualquer responsabilização pelas demoras e também não há qualquer controle externo dos prazos e até mesmo da qualidade dos processos. A Petrobras é coisa pequena perto dos porões do judiciário brasileiro. 

Uma análise rápida nos patrimonios de alguns juizes, desembargadores e promotores, revelam como o propinoduto do judiário é aquecido. Eles transformam-se rapidamente em milionários e usam como justificativa heranças recebidas e até o próprio exorbitante salário. Mas ao fazer as contas, os valores não batem. E ninguém se mete a fazer estas contas. 

Melhor do que vender drogas, vender órgãos humanos, ou ter qualquer negócio ilícito, é vender sentenças. A impunidade tão celebrada no Brasil tem um único motivo: O propinoduto do judiciário brasileiro. Enquanto esta máfia não acabar, as outras máfias estarão garantidas e em crescimento. 

Hoje, não há no Brasil uma única instituição pública que não esteja envolvida em sujeira e corrupção. As leis existem, as punições estão previstas, mas o judiciário simplesmente não funciona. Ou melhor, faz parte de engrenagem de corrupção. O CPP serveria bem em um rolo pendurado ao lado de um vaso sanitário. 

O Secretário da Reforma do Judiciário (estão reformando????), Flávio Caetano, deu a seguinte resposta esfarrapada:
“Temos de ter maior integração na fase investigatória, monitorar a apresentação de denúncias e cuidar para que o tempo de julgamento não extrapole o recomendado no Código de Processo Penal”
Se tivermos maior integração (???) e monitorarmos a apresentação de denuncias (???) tudo vai funcionar? Obviamente que não! A afirmação é estúpida e feita por alguém que consegue demonstrar em poucas palavras que não sabe nada sobre o assunto. E ele ainda faz uma frase de efeito para justificar toda esta farsa: 
Segundo ele, a demora da Justiça do país em julgar crimes violentos provoca sensação de impunidade, o que contribui para aumentar o número de crimes.
Sensação de impunidade???? Um crime ser julgado em 20 anos com os réus trabalhando normalmente durante este período, sem ter qualquer limitação de suas ações é uma sensação de impunidade, ou é a impunidade explícita.

A sensação de impunidade contribui para aumentar o número de crimes???? Quanta asneira em uma única fala. O número de crimes aumentam, porque a impunidade impera. Quem mata não paga pelo que fez, e quando é condenado, dificilmente cumprirá o total da pena. Sem contar com os indultos e as reduções de pena que os beneficiam. Um homicida pode passar apenas 1 ano na prisão e sair livre como se nada tivesse acontecido. É isto que o nobre secretário chama de "sensação" de impunidade. 

Como se não bastasse a impunidade, eles são capazes de zombar de nossos desesperos com afirmações como esta, certos de que não poderemos fazer nada, exceto... nos desesperar.  

Caro secretário. Para saber o que é sensação de impunidade, alguém precisaria meter uma bala na cabeça do seu filho. Você saberia o significado de impunidade ao ve-los fazendo um churrasco no final de semana, aguardando em liberdade um processo que poderá durar 20 anos. Desejo que isto nunca aconteça a você, pois demonstrou que não faz idéia de como funciona a justiça. Não sei se você teria equilibrio emocional para enfrentar isso.

Estamos diante de um judiciário que não respeita o Código de Processo Penal. 

O que fazer quando a justiça não respeita as leis?
A quem devemos recorrer?

A sensação de impunidade está fazendo 60 mil homicídio por ano. Mas é só uma sensação.

sábado, 17 de janeiro de 2015

O Tribunal de Jagunços de Minas Gerais está parado

O TJMG (Tribunal de Jagunços de Minas Gerais) continua barrando o andamento do processo do meu filho Paulo Veronesi Pavesi. O problema é que ainda não foram acertados os valores que serão pagos pela absolvição dos acusados. A negociação ainda está em campo, e uma cifra ainda não foi acordada.

O "programa" ainda não foi acertado. O julgamento que deveria ter ocorrido em 2010 tem sido adiado ano após ano até que a melhor condição para os réus, seja encontrada. 

Em Poços de Caldas, até enfermeiras estavam na lista de jurados. Com isso, você que está lendo este post, deve saber que seu dinheiro está sendo usado para alimentar um grupo de vigaristas travestidos de guardiões da lei. Toda a negociação está sendo feito a luz do dia. 

Políticos e médicos perambulam pelos corredores do TJ em busca de apoio. Enquanto não houver um acordo, não haverá julgamento. E quando houver o acordo, o julgamento será desnecessário. 

O julgamento é apenas um detalhe. Ainda há sentenças pendentes de outros casos e recursos que nunca são apreciados. São anos de espera para um resultado que parece não interessar ao TJMG. O julgador que deveria ser neutro, de neutro não tem nada. Quem paga mais leva! Trata-se de uma organização onde o dinheiro queima que nem carvão em domingo de churrasco. Nunca é o bastante. Quanto mais, melhor.

A explicação é simples. São categorias semelhantes. Eles tem a vida de muitas pessoas nas mãos. Diante disso é só uma questão de negociar os valores. Você pode comprar um Rim ou uma sentença. Basta achar o caminho certo. E neste caso, ambos estão juntos. 

Atualmente para comprar um rim, você precisa "enganar" a justiça. Você apresenta o vendedor de um rim como se fosse um doador à um tribunal de justiça (que faz publicidade em favor da doação de órgãos). O tribunal por sua vez, autoriza o transplante e você paga as duas máfias: A dos transplantes e a da justiça. E tudo vai bem!!

Se algo der errado, será a justiça que vai definir o destino dos traficantes. E como estão juntos neste esquema, a impunidade será a grande vencedora. 

Tudo é feito em dinheiro vivo. As malas são entregues diretamente nos gabinetes onde as câmeras escondidas não entram. Não há celular, não há testemunhas, não há nada que possa registrar este momento tão íntimo entre as máfias. A única coisa que há, é a reunião de duas quadrilhas organizadas. 

O resultado é o que estamos vendo. 15 anos de espera, ninguém preso, recursos esquecidos em alguma gaveta, desembargadores emitindo habeas corpus em poucas horas, e acusados vivendo uma vida de rei, sem ter que se preocupar com nada. Tudo está nas mãos da justiça, ou seja, tudo está rigorasamente protegido. Enquanto não houver uma cifra que atenda os dois lados, nada será movido, nada sairá do lugar. 

O Ministério Público por sua vez, está tentando (mais uma vez) abafar tudo. Quem sabe não abortam o caso antes mesmo do julgamento? Isto custaria um pouco mais, mas para quem está para ir para a cadeia, e tem muito dinheiro guardado, vale a pena não é mesmo? 

Pois é. Como podemos ver, todas as pontas estão apenas aguardando um cifra para que as coisas andem. Estando bom para ambas as partes - como diria o deputado Russomano - tudo fica resolvido. 

Neste período de 15 anos de espera, milhares de crimes já foram cometidos e julgados por este mesmo tribunal, rapidamente. Mas o caso Pavesi continua parado. O TJMG espera pela oferta de ouro que ao que tudo indica ainda não foi feita. 

Alguém com o mínimo nível de inteligência, sabe que a demora tem seus motivos. Alguém que consiga se equilibrar em duas pernas sabe que o motivo é dinheiro.  

Os jagunços mineiros estão aguardando.

Quem dá mais?

Ahhh... E antes que eu me esqueça, não estou generalizando. Há os jagunços envolvidos e que vendem sentenças e há outros membros do judiário que estão envergonhados com o que está acontecendo. O problema é que estes envergonhados eu nunca vi, nunca ouvi, e nunca se pronunciaram.  Mas devem existir não é mesmo?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Vamos rir com próteses superfaturadas?

O G1 acaba de publicar a condenação de médicos envolvidos com escândalos das próteses. Não amigos, não foi aquele escândalo que o Fantástico exibiu nas duas últimas semanas. O escândalo é de 2001, portanto a sentença vem com 14 anos de atraso. E mais! A sentença é tão atrasada que o crime continua a ser praticado em larga escala. Isto é o resultado da impunidade. 

Mas sabe como é né. Para dar a sensação de uma justiça íntegra, séria e precisa, eles aproveitaram as reportagens de agora para dizer que estão trabalhando. (14 anos mais tarde). O leitor distraído deve estar pensando o quanto a justiça brasileira é rápida. Saiu no Fantástico e já foram condenados! Mas não é nada disso. 

E outro ponto - este sim uma grande piada - demonstra o quanto a justiça brasileira é o combustível de todo incêncio do pais. A punição dada para os fraudadores que podem ter colocado a vida de muitos pacientes em risco, é praticamente uma benção. Não há prisão, não há detenção, não perderem seus registros médicos, e sequer serão afastados. Eles foram condenados há devolver parte do dinheiro público roubado! 

Sabe para quem eles vão devolver o dinheiro? Para os hospitais! ahahahahahahahahahahaha

Sim, para os seus comparsas! Ou você acha que o hospital não sabia de nada? A justiça é mesmo uma piada. Eles vão devolver o dinheiro para eles mesmos. ahahahahahahahahahahahahahha

14 anos de espera para uma sentença que não significa merda nenhuma!! Uma sentença que lava o dinheiro desviado. Sim meus amigos. Ao devolver ao hospital, o dinheiro passa a ser lícito. Com o tempo o hospital repassa o dinheiro de volta aos médicos e tudo fica limpo! Não é legal??

Fraudadores do SUS lavam o dinheiro com a ajuda da justiça! ahahahahahahahahahahahahahaha

E os pacientes que morreram ou ficaram com sequelas pela ganância desta classe nazista?

Ora... basta entrar na justiça contra o Estado e quem sabe contra os médicos e aguardar mais uns 15 anos por uma outra sentença. Em resumo, 30 anos para uma sentença. ahahahahahahaahahahahahaahahah

Eu nunca vi tanto marginal junto e reunido contra a vida de pessoas inocentes. E isto tudo eles chamam de justiça.

Se você quiser perder tempo pode ler a notícia na íntegra clicando aqui