quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Médicos serão obsoletos em alguns anos.

Quando você vai ao médico, a primeira coisa que ele faz (ou deveria fazer) é solicitar alguns exames. Atualmente estes exames são realizados por computadores em sua grande maioria. Os exames mais precisos, pelo menos, o são. 

Com os resultados em mãos, os médicos indicam o tratamento, o remédio, ou o caminho a ser percorrido para a cura, quando há possibilidade. Você segue a recomendação a risca, toma os medicamentos e encontra a cura! Então vai ao médico e o transforma em Deus: Ajoelha-se e agradece por ele ter devolvido a sua vida. 

Mas na verdade, você deveria agradecer a quem produz os computadores e os softwares. Mas nem sabe disso. Para você, o médico é o mágico. Só que sem os exames, o médico não é nada. Pouco pode fazer por você. 

Exemplo disso é o Google que você já utiliza várias vezes por dia e nem se dá conta. Eles estão desenvolvendo uma pílula que detectará cancer. 
Em uma conferência realizada nesta terça-feira na Califórnia, Andrew Conrad, chefe científico do Google X, explicou que as nanopartículas da cápsula devem conter um material magnético, além de anticorpos ou proteínas capazes de ligar-se a diferentes moléculas do organismo. Assim, um dispositivo portátil usado pelo paciente poderia, por meio de sensores, recolher as informações das nanopartículas, interpretá-las e descobrir se há alguma atividade anormal no corpo do indivíduo. 
“Como o núcleo dessas partículas é magnético, você pode identificá-las em qualquer lugar do corpo. Essas pequenas partículas se espalhariam pelo organismo e, depois, nós as reuniríamos de volta em um lugar e perguntaríamos: ‘Então, o que você viu? Você encontrou um câncer? Você identificou algo que se parece com um quadro de ataque cardíaco? Você encontrou excesso de sódio?’”, disse Conrad. 
De acordo com o Google, o projeto da cápsula para detectar o câncer está em fase inicial, e estima-se que as pesquisas serão concluídas em cinco a sete anos. 
Mais uma vez, uma empresa com especialidades em tecnologia está avançando na busca de soluções para os problemas humanos. Esta tarefa deveria ser de médicos cientistas que atuam em empresas farmacêuticas. Mas eles estão ocupados em obter lucros com vacinas pouco eficazes (que muitas vezes provocam tragédias em crianças como o caso das vacinas para HPV), e desenvolvendo remédios que não curam, mas escondem os sintomas. 

O médico de hoje não é humano como eram os médicos do passado, pois aqueles precisavam se conectar ao paciente emocionalmente para descobrir os males que o afetavam. Hoje o médico é um mero interpretador de resultados e mediante a uma pequena comissão, prescreve alguns medicamentos produzidos pelos seus - digamos - clientes (as indústrias faramacêuticas). Várias reportagens já alertaram sobre médicos que recebem percentuais sobre cada venda de medicamento proveniente de suas prescrições. 

Não é a toa, que médicos são considerados profissionais de alto poder aquisitivo. Nenhuma profissão hoje é tão bem remunerada quanto a de médico. Para se ter uma idéia, uma criança a beira da morte, que precisa de um transplante de fígado, pode fazê-lo nos EUA pela bagatela de R$ 2 milhões de reais. E se não tiver dinheiro, não faz. Morre. O que em uma cirurgia como esta pode custar tanto? 

O ultrasson foi desenvolvido para pesquisas de solo, e depois foi adaptado para a medicina. Um aparelho ultrasson para pesquisas geológicas pode custar algo em torno de 10 mil dólares. A mesma tecnologia, se empregada para humanos, é vendida por 10 vezes mais. 

A medicina tornou-se um grande negócio, principalmente porque não garante o resultado. Se o médico não curá-lo, você terá de pagá-lo da mesma forma, sem qualquer desconto. Não há qualquer obrigação por parte do médico em empenhar-se no seu caso. Por isso as consultas não duram mais que 10 minutos, já que os convênios não pagam o desejado pelos doutores.

A próxima geração ainda dependerá de médicos, mas esta profissão está com os dias contados. Em breve a tecnologia, além de diagnosticar a doença, apontará com mais eficácia o tratamento e os remédios a serem utilizados. Graças a tecnologia, e não aos médicos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Weslei Silva - o garoto culpado pela própria morte.

Weslei Silva - 7 anos
Há muitos meses, narrei aqui no blog o caso do garoto Weslei Silva (foto). Ele sofreu um acidente muito semelhante ao Paulinho e o resultado foi a morte. O problema é que a morte de Weslei poderia ter sido evitada, mas não foi. O que vou relatar agora é um retrato da medicina nazista brasileira, acompanhada de um juiz cuja atitude deveria ser investigada.

RESUMO

Weslei foi levado para um "hospital" em Palhoça, cidade onde sofreu um acidente doméstico ao cair de uma laje. Ainda em Palhoça, diante da gravidade do caso e da falta de estrutura no atendimento, Weslei foi transferido para o Hospital Julia Gusmão em Santa Catarina, especializado em atendimento pediátrico. Neste hospital foi confirmado que Weslei sofria de traumatismo craniano. E então começa a brincadeira. Sim, o que fizeram foi uma brincadeira que custou a vida do garoto.

VAMOS AOS FATOS

Weslei foi atendido por alguns médicos que em suas avaliações concluíram que o caso não precisava de uma intervenção cirúrgica, mas sim, apenas monitoramento. Ele chegou ao hospital com trauma craniano leve. Sem a monitoração adequada (NÃO FOI LEVADO A UTI), a saúde de Weslei foi declinando cada vez mais a ponto de evoluir para uma situação onde a UTI passará a ser essencial para a vida. O hospital relatou que não havia UTI disponível em todo o momento em que Weslei esteve por lá.

Sem uma UTI disponível, o garoto entrou em óbito. Eis que surge uma variável inacreditável! Uma UTI foi oferecida para manter os órgãos do garoto. Meses mais tarde, através de um esforço pessoal, a mãe conseguiu documentos que comprovavam a existência de UTI´s disponíveis naquele período, mas não havia mais nada a fazer. Apenas levar o caso a justiça.

O ESTILO BRASIL DE APURAR OS FATOS

Para a apuração dos fatos, foram ouvidos os acusados, que relataram algo que jamais poderia imaginar. Eles disseram que o garoto morreu pois não era possível advinhar se ele sobreviveria ou não. Eles também afirmam que não é possível dizer que se o garoto tivesse sido internado em uma UTI, sobreviveria. Ou seja, sem bola de cristal, não dá para saber o resultado!!

Todos os entrevistados se disseram inocentes e disseram também que fizeram de tudo para salvar o garoto com trauma craniano leve, mas sem sucesso, pois não era possível prever o que aconteceria se o tratamento adequado tivesse sido aplicado. Alguns disseram que mesmo com o tratamento "provavelmente" morreria do mesmo jeito. Fato que vou demonstrar mais adiante. 

INQUÉRITO POLICIAL

A tarefa consumiu mais de 1 anos e terminou como começou. Ninguém indiciado, nenhum acusado e o fato da UTI ter sumido e aparecido somente quando Weslei quase tornou-se um doador de órgãos foi esquecido.

MINISTÉRIO PÚBLICO

Este já é conhecido. O Ministério Público apresentou uma denúncia cheia de falhas e apontando para o lado errado. O médico Wilker Knoner Campos, neurologista e responsável pelo atendimento de Weslei não acompanhou o garoto. Disse que estava ocupado pois o hospital tinha muitos pacientes. Deixou a cargo de um residente sem experiência para um caso como este. Por várias vezes, orientou tal residente por telefone, sem ter contato com Weslei. O CRM-SC disse que isto é normal e não vê ali qualquer problema. Se levado a sério, até o secretário de saúde do estado deveria responder pela morte do garoto. Mas Brasil, sabe como é né? Um dinheirinho aqui, um presentinho ali e danem-se os brasileiros que já estão acostumados a serem tratados como lixo. 

JUSTIÇA - Este é o último tópico e também o principal.

O juiz pouca prática Alexandre Morais da Rosa rejeitou a denúncia. Em parte por culpa do inquérito mal feito e da denúncia ridiculamente mal elaborada. Para colaborar com o absurdo e pisar no cadáver do garoto, o juiz superou as instituições anteriores.

Ao ler a rejeição da denúncia (que obtive cópia na íntegra), tive a certeza que UTIs não servem para nada se não tivermos certeza do que acontecerá lá dentro. Vejamos alguns trechos de depoimentos dos médicos envolvidos.
O médico José Eduardo Coutinho Goês declarou que atendeu a vítima por volta de 1h do dia 13 de agosto de 2012, quando teria sido chamado pelos médicos da emergência para avaliá-la. Destacou que nesta avaliação foi constatada a existência de depresão grande do nível de consciência da vítima, requerendo-se assim a proteção das vias aéreas e ventilação mecânica, procedimentos que devem ser realizados dentro da UTI.
Weslei já tinha piorado e a UTI era essencial, como o próprio médico registrou.
Ivana Kruser Vanin, Indagada se o óbito poderia ser evitado caso a vítima fosse transferida anteriormente para uma UTI, respondeu negativamente, acrescentando que quando realmente houve necessidade a vítima foi transferida, mesmo não havendo vaga (fls. 28-230).
Como a vítima foi transferida se não havia vagas?? E como ela tinha tanta certeza de que Weslei morreria mesmo recebendo suporte de uma UTI.
A médica Audrei Weirich Wolfart, Relatou que como não poderia realizar pessoalmente tal monitoramento, já que tinha muitos casos na emergência para cuidar, concluiu-se que a vítima necessitaria ser encaminhada à UTI, o que não foi possível em virtude da superlotação da ala. Perguntada sobre qual procedimento poderia ser realizado para que a morte encefálica da vítima não ocoresse, respondeu que, como o caso não era de intervenção cirúrgica, caberia apenas o monitoramento da vítima, o que teria sido feito. Quanto a se o óbito poderia ser evitado caso a vítima tivesse sido anteriormente internada na UTI, informou ser difícil responder, ante a impossibildade de se prever a evolução do caso. Por fim, destacou não ter constatado nenhuma negligência por parte da equipe médica, sendo todos solícitos com a vítima (fls. 234-236).
Hummm... ela relata que o garoto precisava de monitoramento, e que ela não podia monitorar pois estava ocupada. Mas garante que ele foi monitorado. Sobre a possibilidade de evitar a morte, ela diz que não pode prever a evolução do caso. Ninguém pode!! Por isso se faz necessária a monitoração em uma UTI para que eventuais problemas sejam controlados. Isto sim pode! Não fosse assim, não haveria necessidade de UTI! Ninguém pode prever o futuro.
Vinicius da Costa Avila, médico no HIJG no setor da UTI, Questionado se com uma transferência anterior para a UTI o resultado do TCE poderia ser diverso, respondeu que não, visto que tal quadro não seria indicativo de cirurgia, sendo tratado com medicamentos, os quais já estavam sendo ministrados, de modo que a transferência para a Unidade de Terapia Intensiva somente se justificaria para maior supervisão. Destacou, ainda, que já houve casos de pacientes com o mesmo quadro da vítima que foram internados prontamente na UTI e evoluíram para morte encefálica da mesma forma. Indagado, por fim, se poderia ter sido "dado um jeito" para que fosse feita a internação da vítima, informou que o único jeito que poderia ser dado seria retirar uma das crianças que já estavam na UTI, situação esa imposível para o momento, tendo em vista que todas elas estavam sendo monitoradas (fls. 241-243).
Este depoimento é importante. Ele diz que a UTI não serviria para nada, até porque, segundo ele, outro paciente em estado mais grave que foi internado em UTI morreu do mesmo jeito. Ora, então podemos considerar que cada paciente em Glasgow abaixo de 13 deve ser mandado para casa sob supervisão dos pais pois não há nada a ser feito! Estamos investindo em UTIs a toa! Gastamos uma fortuna com equipamentos que não podem ajudar o paciente. Acabamos de desvendar a fraude da medicina!!! Se a UTI não resolve, para que se desenvolve tanta tecnologia nestes ambientes??

Por fim, a única saída, diz ele, seria desalojar uma criança para salvar outra. Neste caso, quem tem o direito de escolher quem fica na UTI e quem sai?? Estamos diante de Deuses que escolhem quem pode viver e quem pode morrer? Qual o critério de escolha se UTI não serve para nada?

O parece do IML revela algo bastante óbvio. Vejamos:
Necessitava de tratamento mais intensivo, em âmbito de UTI. Não havia vaga naquele setor, no momento das primeiras solicitações. No entanto, não é possível afirmar que o paciente não evoluiria para morte encefálica, mesmo que internado precocemente na UTI. Não há dados suficientes para tal conclusão. O que fica claro é que necessitava de UTI, para melhor avaliação e condução do caso.
Muito bem!! O IML diz que não dá para afirmar que o paciente sobreviveria a um trauma leve que progrediu para a morte devido a falta de UTI. Mas afirma que fica claro a necessidade da UTI. Os depoimentos e pareceres são absurdos!!! Deixar de oferecer um tratamento alegando que não tem certeza que resolveria??
O médico José Eduardo Coutinho Goês, que já citei aqui, afirmou que mesmo se a vítima tivesse sido transferida previamente à UTI, não é posível afirmar, ou mesmo cogitar, que o desfecho do caso seria diverso do que de fato ocorreu.
Pessoal, pelos depoimentos, chego a conclusão que o juiz deste caso deixou de ser um julgador e passou a ser cúmplice. Pela teoria adotada - NÃO SABER SE A UTI AJUDARIA - posso criar outras teorias:

Eu gostaria de ter um filho, mas como não tenho certeza que minha esposa poderá ser fecundada, resolvi não transar!! Sim, se eu não transar, eu tenho pelo menos a certeza de que não serei pai!! Não é ótimo!

Diante de um incêndio eu não chamarei mais o corpo de bombeiros, pois eles podem não conseguir apagar o fogo. Sendo assim é melhor aceitar que o local seja consumado pelas chamas. Afinal, quem garante que os bombeiros conseguiriam?

Quando escrevi este blog pensei atingir alguns leitores e hoje estou alcançando mais de meio milhão. Se eu tivesse pensado que talvez não conseguisse, não teria criado o blog e você não estaria lendo. Mas arrisquei!

Se eu não tivesse feito o que fiz em relação ao assassinato do meu filho, os médicos teriam ficado impunes e estariam hoje comemorando na praia o fato de um assassinato ser totalmente acobertado. Mas eu fiz o que tinha de ser feito.

Quem desiste antes de tentar é porque não queria fazer! Esta é a verdade.

Indiferente a tudo o que escrevi, no mínimo, o estado deveria ser responsabilizado pela falta de leito na UTI. Segundo a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196:
Art. 196 - A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Quem sabe o juiz também não entende que a Constituição nem deveria ser escrita, já que não seria possível prever se ela seria eficaz ou não. Ao que tudo indica, o juiz está certo. A Constituição não influencia em nada, até porque ela está sendo ignorada pelo próprio estado que deveria zelar por ela.

Para concluir, o caso foi rejeitado. Não há culpados. O culpado é o garoto Weslei de ter nascido em um país de índios, sem cultura, com corporativismo em todas as partes, e com total desprezo pela vida humana. O juiz e sua prole devem estar seguros com um bom plano de saúde que na falta de um leito de UTI bastará mostrar aos médicos com quem estão falando.

Mais uma criança para a vala do esquecimento e a concretização da ignorância e da falta de caráter de um sistema que está exterminando seus cidadãos em privilégio de poucos. Tudo isto com a ajuda de uma justiça cega e parcial, sem comprometimento com a verdade, em favor da morte.

Enquanto isto, visite o site do tribunal de justiça de Santa Catarina e se declare doador de órgãos. O certificado é emitido imediatamente, com ou sem leito de UTI. O importante é que você doe suas partes. Afinal, quem pode prever o futuro???

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Diretores de hospital em Andradas são presos por cárcere privado

Muito bem! Estamos de volta ao mundo dos médicos mineiros.

Selma Staut (em pé) em encontro com comitiva
de Carlos Mosconi em pról da Saúde.
Funciona assim. Eles tomam uma decisão e põem em prática, sem se importar com a lei. A provedora da Santa Casa de Andradas (cidade de Carlos Mosconi) Selma Manzoli Staut, o médico anestesista Sérgio Olímpio Augusto de Carvalho e o consultor Iverson Rodrigo Pereira, receberam voz de prisão após manter em cárcere privado, pasmem, a própria irmã da provedora do hospital.

Sandra Staut é advogada e reconhece estar passando por dificuldades emocionais, mas nada que justificasse sua internação compulsória sem a existência de elementos e provas desta necessidade. Mas no Sul de Minas, quem precisa de elementos e provas? Tudo funciona como eles querem já que possuem costas largas em todas as instâncias de poder nas mãos. 

Sandra foi levada de sua casa à força no dia 7 de outubro e permaneceu oito dias reclusa no hospital sob efeito de sedativos. O advogado da Santa Casa de Andradas, Cássio Turati nega todas as acusações. Afinal, negar é a especialidade da casa. Não importa o que aconteça e nem tão pouco as evidências: o negócio é negar!

O promotor que determinou a prisão da quadrilha, que já está solta, estranhou o fato de que os envolvidos queriam a senha do cartão do banco da advogada. Segundo ele, está claro o interesse financeiro por trás da internação.

Coincidentemente, o advogado da Santa Casa de Andradas é Cássio Turati. O mesmo que foi contratado pelo delegado de polícia de Poços de Caldas Gustavo Manzoli (natural de Andradas), para representar contra o juiz que julgou o caso Pavesi. Manzoli?? Não é este um dos sobrenomes da provedora?

Vale lembrar que a Santa Casa de Andradas tem negócios com as empresas de distribuição de material hospitalar do filho de Carlos Mosconi (aquele condenado e preso por sonegação fiscal).

Este é o mundinho sem fronteiras que acompanho há 14 anos. Sem fronteiras para o crime e o desrepeito as leis.

Assista ao vídeo da reportagem clicando aqui


A propósito, a notícia abaixo foi publicada aqui

Foi publicado no Diário Oficial do Estado - “Minas Gerais” - do dia 20 de agosto, a autorização para pagamento de R$ 200 mil para a Santa Casa de Misericórdia de Andradas. O recurso foi conseguido pelo presidente da Comissão de Saúde da ALMG, deputado Carlos Mosconi, em reunião com o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, no dia 10 de julho.

A verba será destinada para a aquisição de medicamentos e materiais de consumo para atender a farmácia hospitalar e o pronto atendimento. O convênio foi assinado no último dia 19 e terá vigência até 18 de agosto de 2014.

De acordo com Mosconi, o recurso beneficiará muito os pacientes e o hospital. “O Governo de Minas foi ágil na oficialização do convênio, que foi acordado em julho. Os R$ 200 mil vão ajudar a instituição que está precisando para comprar medicamentos para os pacientes”, informou o deputado.

A provedora Selma Manzoli disse que a verba chega em excelente momento. A Santa Casa de Andradas atende cerca de 9 mil pessoas por mês no pronto atendimento, sem contar as cirurgias e internações. Atualmente, 70% do serviço é realizado pelo SUS. O hospital atende, além do município, mais 11 cidades da região.

Texto: Janaina Massote - Assessora de Imprensa do dep. Carlos Mosconi (PSDB) - Gabinete Parlamentar em Belo Horizonte

1o Mundo

Ontem eu relatei a minha experiência com um assalto, que acabou com a prisão de 3 delinquentes. Eu volto ao assunto para relatar algo que eu nem imaginava que pudesse acontecer.

Recebi nesta manhã mais um telefonema da polícia de Londres. Desta vez eles estão oferecendo apoio emocional ou qualquer outro apoio que seja necessário por eu ter sido vítima de um assalto que não teve nenhuma consequência grave, a não ser alguns minutos de stress.

Eles não fazem idéia de que nasci em um país onde matar uma criança é algo comum. Retirar os órgãos quando ela ainda está viva, não faz diferença nenhuma. Eles não fazem idéia o que é fazer o papel de polícia, investigador, promotor, instalar uma CPI e se defender de inúmeros ataques vindos de todas as direções, por ter denunciado o caso. E não por causa de um assalto sem consequências, mas pelo assassinato de um filho.

Se eles conhecessem 10% da minha história, me convidariam para ministrar palestras as outras vítimas. 

Em nenhum momento, durante estes 14 anos de luta, eu recebi sequer um telefonema para saber se estavamos bem, ou se precisavamos de algo. Quando fui obrigado a deixar o país, o caso foi abafado. A imprensa não falou no assunto, como até hoje não fala abertamente. Limita-se a publicar pequenas notas superficiais como se a gravidade do assunto não existisse. Como se fosse um mero assalto sem maiores consequências. 

Existem milhares de ONGS em defesa dos direitos humanos, mas todas elas estão preocupadas com os que matam e não com os que morrem. E quando se preocupam é porque tem uma bandeira política, como é o caso do Amarildo. Se não fosse isso, o caso Amarildo sequer seria investigado.

Estou dividindo aqui a experiência de viver no 1o mundo, onde você e seu bem estar é importante para a nação independente de quem seja a vítima ou o bandido. Fiz questão de registrar neste blog a forma como tratam as pessoas aqui no exterior. 

No Brasil, vítima é sinônimo de bandido. Quem é estuprada, é vista como provocadora. Quem é assaltado é visto como otário. Quem é morto é visto como monetarizador dos sofrimentos. 

Sinto muito em dizer isto e sei que provocarei a ira dos mais fervorosos patriotas brasileiros, mas a verdade é que o Brasil não liga a mínima para os seus cidadãos.